Revista 2007 Número 3

Número: 3

Ano: 2007

– Amanhã eu despertarei

– Dionísio, um impulso da eternidade no tempo

– … Não havia silêncio nem som

– A tempestade de Dionísio e a harmonia de Apolo

– Orfeu, a religião dos mistérios

– Orfeu – o mito

– O cântico de Orfeu

– O ovo orfídico

– Friedrich Nietzsche, médico da cultura

– “As três chaves”

Orfeu desce ao reino de Hades para buscar Eurídice, sua alma perdida. Krishna desce às esferas inferiores para salvar seus seis irmãos, dos quais ele é o sétimo. Jesus, conforme é dito, desceu ao reino de Satanás para salvar a alma de Adão, símbolo do homem material. Mas o reino de Satanás seria outra coisa que o nosso mundo material?

Descer ao reino da obscuridade e da matéria, ascender e ser restabelecido como “sol bem-aventurado” representa o conteúdo mais importante de todos os ritos iniciáticos que podemos encontrar tanto na história de Orfeu, de Hércules como na história de Krishna e de Cristo.

Quão antiga é a promessa de que o velho homem, apesar de ser mortal, pode salvar sua alma da morte? Contudo, ele realiza isso? Essa é a lenda de Orfeu, que deu ao verbo solar de Apolo um novo poder, revivificando e devolvendo as energias aos mistérios de Dionísio, ao despertar do Espírito. Em todos os mitos e lendas o Logos solar é morto e ressuscita após haver novamente transmitido e ensinado o Verbo.

Mas o Verbo sempre ressuscita e soa outra vez. É o cântico de Orfeu, são os sons do Espírito, que elevam a alma. Se o homem persevera e não olha para trás em seu caminho, a nova vida está próxima dele.

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